01

Em 26 de agosto de 1986, João Paulo II acolheu com entusiasmo a proposta de Kiko, Carmen e Padre Mario de instituir em Roma, um Seminário Diocesano Missionário para a formação de presbíteros para a Nova Evangelização e encarregou o Cardeal Ugo Poletti, Vigário de Sua Santidade, erigi-lo.

03

O Seminário é erigido pelo bispo diocesano e acolhe jovens que descobriram a vocação graças ao itinerário neocatecumenal de iniciação cristã. No seminário, a formação cristã através do Caminho Neocatecumenal em comunidade é um elemento específico e básico do percurso formativo. 

02

Desde então, 122 seminários foram erigidos com 3 características fundamentais: são diocesanos, missionários e internacionais. Dentro da formação acadêmica, humana e espiritual destes seminários se inclui um período de evangelização missionária, e uma vez ordenados presbíteros – depois de uns anos de trabalhar nas paróquias – o bispo diocesano lhes permite partir para servir em diversas modalidades de missão que o Caminho Neocatecumenal leva, segundo estabelecido e aprovado pelo Vaticano nos Estatutos.

04

Nos anos sucessivos, numerosos bispos seguiram o exemplo do Santo Padre abrindo outros seminários.

Desde 1990, ano das primeiras ordenações, até a atualidade, os presbíteros ordenados nos Seminários Redemptoris Mater são 2.380. Na atualidade, 2.300 jovens estão se preparando para a ordenação sagrada.

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Em 26 de agosto de 1986, João Paulo II acolheu com entusiasmo a proposta de Kiko, Carmen e Padre Mario de instituir em Roma, um Seminário Diocesano Missionário para a formação de presbíteros para a Nova Evangelização e encarregou o Cardeal Ugo Poletti, Vigário de Sua Santidade, erigi-lo.

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O Seminário é erigido pelo bispo diocesano e acolhe jovens que descobriram a vocação graças ao itinerário neocatecumenal de iniciação cristã. No seminário, a formação cristã através do Caminho Neocatecumenal em comunidade é um elemento específico e básico do percurso formativo. 

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Desde então, 122 seminários foram erigidos com 3 características fundamentais: são diocesanos, missionários e internacionais. Dentro da formação acadêmica, humana e espiritual destes seminários se inclui um período de evangelização missionária, e uma vez ordenados presbíteros – depois de uns anos de trabalhar nas paróquias – o bispo diocesano lhes permite partir para servir em diversas modalidades de missão que o Caminho Neocatecumenal leva, segundo estabelecido e aprovado pelo Vaticano nos Estatutos.

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Nos anos sucessivos, numerosos bispos seguiram o exemplo do Santo Padre abrindo outros seminários.

Desde 1990, ano das primeiras ordenações, até a atualidade, os presbíteros ordenados nos Seminários Redemptoris Mater são 2.380. Na atualidade, 2.300 jovens estão se preparando para a ordenação sagrada.

Porto, 22 de Setembro de 2008

+ Manuel Clemente, Bispo do Porto.

 

Caríssimos Diocesanos No passado Sábado 20, num convívio do Caminho Neocatecumenal em Porto San Giorgio (Itália) foi criado, a meu pedido, o Seminário Missionário Diocesano “Redemptoris Mater” do Porto. Estes Seminários, que agora chegam aos 72 nos cinco Continentes, formam para o presbiterado candidatos provenientes das comunidades do Caminho Neocatecumenal. Serão padres da Diocese em que se formam e ordenam; mas, provenientes de todo o mundo, também a todo o mundo se destinam, ainda que dediquem alguns anos ao serviço directo da Diocese em que ficam incardinados. Aliás, a sua partida e regresso far-se-ão sempre de acordo com o Bispo diocesano. Hoje passam do milhar os padres assim formados, com excelentes resultados pastorais. A formação destes seminaristas seguirá o espírito e o método do Caminho Neocatecumanal, que tem obtido resultados muito relevantes de autêntica iniciação cristã, em tempos de indispensável Nova Evangelização. O Seminário “Redemptoris Mater” do Porto junta-se assim aos de Nossa Senhora da Conceição (Sé) e do Bom Pastor (Ermesinde), elevando para três o número dos nossos Seminários Diocesanos. Os seus alunos – este ano 8, provindos de cinco países – estudarão na Faculdade de Teologia e participarão com os seus colegas dos outros Seminários Diocesanos nas principais celebrações catedralícias. Espero que em Janeiro já possam estar todos entre nós, vivendo inicialmente em casas de famílias que seguem o Caminho Neocatecumenal. Enquanto não for nomeada a Equipa Formadora definitiva, o Seminário “Redemptoris Mater” do Porto, com o título de Santa Teresa do Menino Jesus, tão vinculada aos sacerdotes e à missão, será orientado pelo Bispo diocesano, a Equipa itinerante do Caminho Neocatecumenal e o Rev. Padre Domingos da Costa Monteiro de Oliveira, pároco de Lordelo do Ouro. Demos graças a Deus por este grande dom concedido à Igreja do Porto. – Que seja também estímulo para a Nova Evangelização, a Missão 2010 e o incremento das vocações sacerdotais, religiosas, missionárias e outras de especial consagração!

Santa Teresa do Menino Jesus

+ Padroeira das Missões +

 

Santa Teresa de Lisieux (1873-1897), ou Santa Teresa do Menino Jesus, foi uma freira carmelita francesa conhecida pelo seu «pequeno caminho» de confiança, humildade e amor radical nas pequenas coisas. Entrou para o convento aos 15 anos e morreu de tuberculose aos 24, sendo proclamada Doutora da Igreja. Autora de *História de uma Alma*, é a padroeira das missões.

  • Infância e Vocação: Nasceu em Alençon, França, numa família muito cristã (os seus pais, Louis e Zélie Martin, também são santos). Após a morte da mãe, quando tinha quatro anos, sofreu de profunda sensibilidade, mas teve uma conversão no Natal de 1886.
  • A vida no Carmelo: Ingressou no convento carmelita de Lisieux aos 15 anos, após obter autorização do Papa. Aí viveu uma vida reclusa, dedicada à oração e a pequenos sacrifícios, oferecendo-os com imenso amor.
  • A «Pequena Via»: A sua espiritualidade, o «pequeno caminho» ou trilho da infância espiritual, ensina que a santidade não reside nas grandes obras, mas na confiança absoluta no amor misericordioso de Deus e em fazer tudo, mesmo as coisas mais quotidianas, com um amor intenso, no santo abondono.
  • Morte e Legado: Faleceu a 30 de setembro de 1897, prometendo passar o seu tempo no céu a «fazer o bem na terra» e a derramar uma «chuva de rosas» (milagres e intercessões). Foi canonizada em 1925 por Pio XI.

São Paulo da Cruz

+ Fundador dos Passionistas +

 

São Paulo da Cruz (1694–1775) foi um sacerdote italiano e fundador da Congregação da Paixão de Jesus Cristo (Passionistas). Destacou-se como pregador popular e místico do século XVIII, promovendo uma espiritualidade centrada na meditação da Paixão de Cristo como expressão suprema do amor de Deus.

  • Espiritualidade da Paixão
    Colocou a Paixão de Cristo no centro da vida cristã, incentivando a meditação do sofrimento de Jesus como caminho de conversão, amor e esperança.

  • Fundador dos Passionistas
    Em 1720 iniciou a congregação religiosa dedicada à oração, penitência e pregação de missões populares, com o objetivo de renovar a fé do povo.

  • Grande diretor espiritual
    Acompanhou muitas pessoas através de cartas e orientação espiritual, revelando profunda sensibilidade mística e sabedoria pastoral.

  • Exemplo de vida penitente e missionária
    Viveu com simplicidade, espírito de sacrifício e intensa vida de oração, tornando-se uma das figuras espirituais mais marcantes da Igreja no século XVIII.

FORMAÇÃO HUMANA

 

O aspeto humano realiza-se na comunidade do seminário através de uma vida fundada em relações fraternas e sinceras entre os seminaristas e os formadores. O fundamento desta formação é a participação no Caminho Neocatecumenal nas comunidades paroquiais do Porto, o que permite aos seminaristas entrar em contacto com a realidade local, conhecer os desafios das famílias e dos jovens da cidade e da região.

O seminário envolve também os seminaristas na responsabilidade pela vida comunitária: preparação das liturgias, serviço na cozinha, manutenção da limpeza e cuidado dos diversos espaços comuns.

FORMAÇÃO ESPIRITUAL

 

A formação espiritual tem como ponto de referência o carisma do Caminho Neocatecumenal, onde, através da escuta da Palavra de Deus, da Eucaristia e da vida em comunidade, se recebe uma iniciação progressiva à vida cristã.

No seminário celebra-se diariamente a Eucaristia e se faz a oração da Liturgia das Horas. Além disso, semanalmente vive-se um momento de scrutatio da Palavra, durante o qual se aprende a ter um contacto pessoal e profundo com a Sagrada Escritura. Cada seminarista dedica ainda uma hora de adoração noturna, pessoal e silenciosa, rezando de modo especial pelos benfeitores do seminário.

FORMAÇÃO INTELECTUAL

 

A formação intelectual realiza-se através dos estudos de Filosofia e Teologia na Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa, seguindo o plano previsto pela ratio studiorum. Para além do currículo ordinário, os seminaristas participam em cursos complementares de aprofundamento e especialização, num trabalho constante de formação pessoal.

Dá-se especial atenção à riquíssima tradição da Igreja — tanto ocidental como oriental — estudando a liturgia, os Padres da Igreja, o canto e a história, entendida como verdadeira mestra de vida.

PARTICIPAÇÃO NA ACTIVIDADE MISSIONÁRIA

 

A dimensão missionária concretiza-se através da participação em equipas de evangelização durante o tempo de formação no seminário e, sobretudo, por meio de experiências missionárias em diferentes dioceses de Portugal e noutras partes do mundo.

Alguns seminaristas vivem também períodos de itinerância missionária, interrompendo temporariamente os estudos para entrar em contacto direto com diversas realidades pastorais, particularmente em contextos urbanos e periféricos.

SACERDOTES E FORMAÇÃO PERMANENTE

 

A preparação recebida no seminário continua após a ordenação sacerdotal. Mesmo exercendo diferentes funções como sacerdotes enviados pelo Bispo Diocesano, os presbíteros mantêm uma formação permanente que tem o seminário como ponto de referência.

Esta realiza-se através de encontros semanais com o reitor para escrutar a Palavra de Deus, celebrar juntos a Eucaristia, partilhar a própria experiência pastoral, pedir conselho e esclarecer dúvidas.

Fiéis ao modelo apostólico — segundo o qual Cristo enviava os Apóstolos, depois os reunia e tornava a enviá-los — também hoje a Igreja cuida dos seus ministros através de uma formação contínua, numa relação de confiança e sinceridade que ajuda a superar os momentos mais difíceis e a partilhar as alegrias da vida sacerdotal.

Ao longo da história, a Igreja sempre se apercebeu desta ligação entre a beleza e a evangelização, sendo a maior mecenas da beleza. Tudo reflete a beleza de Cristo e a beleza da comunidade e da comunhão fraterna. A evangelização dos povos eslavos foi em grande parte conseguida através da beleza da liturgia, dos ícones e dos cânticos. Só nos últimos anos, mesmo no seio da Igreja, parece prevalecer uma visão funcionalista, reduzindo os locais onde a comunidade vive e se reúne a meras salas de reunião.

Contudo, hoje, mais do que nunca, é necessário e urgente que as estruturas da Igreja sejam renovadas. A resposta à aldeia global, à grande cidade e à monocultura é uma paróquia que se torna uma «aldeia celeste»: um modelo social mais humano, capaz de abrir espaços para a nova civilização do amor, uma assembleia eucarística que fomenta a participação ativa dos fiéis, uma realidade de uma comunidade de comunidades com um catecumenium composto por belas salas litúrgicas para celebrações em pequenas comunidades.